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07/ 01 /2016

Paciência

“Aí o tempo não serve de medida: um ano nada vale, dez anos não são nada. Ser artista não significa calcular e contar, mas sim amadurecer como a árvore que não apressa a sua seiva e enfrenta tranquila as tempestades da primavera, sem medo de que depois dela não venha nenhum verão. O verão há de vir. Mas virá só para os pacientes, que aguardam num grande silêncio intrépido, como se diante deles estivesse a eternidade. Aprendo-o diariamente, no meio de dores a que sou agradecido: a paciência é tudo” (Rainer Maria Rilke).

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31/ 12 /2015

Presente

“Olhai para o passado e para o futuro, e vereis o presente. A razão ou consequência é manifesta. Se no passado se vê o futuro, e no futuro se vê o passado, segue-se que no passado e no futuro se vê o presente, porque o presente é o futuro do passado e o mesmo presente é o passado do futuro” (Padre Antonio Vieira).

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11/ 11 /2015

Presa e Filho

“Não se sabe como, mas uma irmã de Laila chegou ao presídio. Não era quarta-feira, mas regra de visita foi desimportante. O menino escapou como fugitivo, levou o pouco que tinha. Presa que perde o filho na entrega foge do presídio sem sair das grades. O dia da despedida é triste, o seguinte é miserável: não há deserto maior que o primeiro dia sem o filho. Quem parte não é só a criança de berço: junto se vai o sentido da sobrevivência de uma mulher parida na prisão. Sem Samir, Laila passou a ser presa comum, mudou-se de ala, as poucas regalias conquistadas pela criança se foram. Começou a se habituar à vida de saudade. Duas fotografias latejavam as dores da triste sina” (Debora Diniz, Cadeia: Relatos sobre mulheres).

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10/ 05 /2015

Pessoa

“Abrangemos o universo dos nossos desenhos vividos… Toda pessoa deveria falar de suas estradas, de suas encruzilhadas, de seus bancos. Toda pessoa deveria fazer o cadastro de seus campos perdidos” (Gaston Bachelard).

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07/ 04 /2014

Partida

“Afastei-me num passo firme, a pensar que partir era mais fácil do que eu imaginara, a pensar que aquele sapato velho, atirado atrás da carruagem, à vista de toda a rua principal, não ficaria nada bem. Eu assobiava, e nem me incomodava com a partida. A aldeia, porém, estava muito pacífica, muito tranquila, e as neblinas levantavam-se, solenes, como se me apontasse o mundo, e ali eu fora tão inocente, tão criança, e tudo o mais era tão desconhecido, tão grande que, num momento, num arquejo e num soluço, despenquei em lágrimas” (Charles Dickens, Grandes Esperanças).

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01/ 09 /2013

Pensadores

“Os eruditos são aqueles que leram coisas nos livros, mas os pensadores, os gênios, os fachos de luz e promotores da espécie humana são aqueles que as leram diretamente no livro do mundo” (Arthur Schopenhauer)

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