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24/ 11 /2013

Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda

“Francisco Cavalcanti PONTES DE MIRANDA, falecido em 22 de dezembro de 1979, foi levado ao túmulo com a fama de mitômano. Não é de estranhar que o qualificasse assim algum incrédulo, ao ouvir dele: “Escrevi um Tratado de Direito Privado de 60 tomos, dos quais 40% foram encaminhados ao editor Borsoi em originais manuscritos; Comentários às Constituições brasileiras de 1934, 1937, 1946, 1967 com adições e modificações da emenda constitucional n. 1, de 1969; Comentários ao Código de Processo Civil de 1939, em 9 tomos e ao CPC de 1973, em 17; Tratado das Ações, em 7 tomos, e muitas outras obras. Publicaram-se também Questões Forenses, em 8 tomos e Dez anos de pareceres, em 9. De filosofia, escrevi, em alemão e português, matéria publicada em 3 livros; de sociologia, em português e espanhol, 10 tomos. Juntem-se a todos esses os 8 volumes de obras literárias…”. Chega, diria o ouvinte, sem saber que a afirmação é rigorosamente verdadeira” (Sérgio Bermudes).

[Pontes de Miranda. Jurista alagoano. 1892-1979. Formou-se em Direito aos 19 anos de idade, em 1911. Publicou mais de cem livros, em diversas áreas, principalmente na área Jurídica, tais como Tratados de Direito Privado, Comentários aos Códigos de Processo Civil de 1939 e de 1973 e Comentários a sucessivas Constituições Brasileiras. Alguns meses antes de sua morte se tornou membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) – VSO]

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29/ 08 /2013

Francesco Carrara

“Não existe, nem seria fácil tarefa, uma biografia extensa e minuciosa de Francisco Carrara. Plácida e serena correu sua vida, entre os livros e a cátedra, entre os estudantes e clientes, sem lances dramáticos, sem doces enredos de amor, nem perturbadoras paixões. Com o tempo, tornou-se popularíssimo, sendo conhecido pela antonomásia de o professor. Il professore, era como a população inteira o chamava, desde os estudantes, que o idolatravam, até o povo. Em Carrara se observa algo que não é comum entre juristas que cultivam o direito: sente-se o autor, através da obra, há alguém que vive e vibra na segunda linha. Têm alma os seus escritos. Seus livros não são frios, impessoais, exclusivamente cerebrais. Há neles sentimento, coração, alma” (Vicente Azevedo).

[Carrara. 1805-1888. Penalista, considerado por muitos o “príncipe dos advogados criminalistas italianos” e o “Mestre Supremo do Direito Penal”. Nascido em Luca, Itália, suas obras foram publicadas em diversos idiomas – VSO].

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11/ 08 /2013

Francisco Clementino San Tiago Dantas

“Com ele desaparece a figura que, tomada na sua rica complexidade, era provavelmente a mais importante da minha geração… O mal de uma inteligência superlúcida como a de SAN TIAGO é que, abandonada ao seu próprio movimento e distanciada da sensibilidade, tende invencivelmente a sobrepor, ao que é, aquilo que deve ser… Ele tomava pelo real o que não era propriamente fantasia, mas aparência criada pelo raciocínio. Criava uma realidade lógica, que pretendia tomar como vital… Em um país diferente como o Brasil, onde os acontecimentos tomam, ainda, feição rústica ou natural, como as enchentes e as secas, um homem como SAN TIAGO, que da natureza só conhecia diretamente as saladas, não conquistaria facilmente a confiança dos grupos elementares de cujas maquinações depende a partilha do poder. Em uma palavra, ele era superior ao seu meio e ao seu tempo…” (Afonso Arinos de Melo Franco).

[San Tiago Dantas. Nascido no Rio de Janeiro. 1911-1964; Como político foi Deputado Federal, Ministro das Relações Exteriores e Ministro da Fazenda; Como Jurista, foi Professor Catedrático da Faculdade Nacional de Direito-RJ e Civilista – VSO].

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